sábado, 31 de outubro de 2015

É tão estranho. Fui convidado para um reencontro, um almoço na casa de uma amiga que não via há tempos, de quem gosto muito.
Fiquei feliz, empolgado. Cheguei lá antes dos outros quatro convidados. Uma delícia chegar, ganhar o abraço da anfitriã, começarmos nosso papo a dois até que os outros chegassem.
Um faltou. Três chegaram logo depois. A conversa foi boa, algumas lembranças (mas sem nostalgia), todos falando de suas vidas, seus planos...
Comidinha gostosa, feita com amor, aconchego...
E aí, terminado o almoço, antes da sobremesa, alguém diz: “preciso de um cigarro”. E os outros três: “eu também”.  
E aí comenta-se que eu sou o único que não fuma e que, portanto, não poderiam ir todos para a janela e que eu deveria ir. 
Recusei porque as fumaças me seguiriam. E ali fiquei. 
Antes mesmo da sobremesa, um deles fumou três cigarros, os outros fumaram não sei quantos... 
Veio a sobremesa (ufa!), mas foi tão rápido!
Logo voltam a fumar  e fazem café mas fumam enquanto bebem, enquanto falam, enquanto mostram o filme da viagem que 3 deles fizeram juntos...
Peguei o leque de uma delas, fiquei fingindo que brincava e me abanei muito, mas o vento trazia a fumaça... e algum tempo depois, claro, fui o primeiro a deixar a casa.
Chegando a minha casa, toda a minha roupa foi para a ventilação na área de serviço. Entrei no banho quase aflito.
Fico repensando como conviver com fumantes, ainda que amigos tão queridos, especialmente em suas casas, ou quando  sou minoria.

Não sei, não sei...


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