sábado, 31 de outubro de 2015

É tão estranho. Fui convidado para um reencontro, um almoço na casa de uma amiga que não via há tempos, de quem gosto muito.
Fiquei feliz, empolgado. Cheguei lá antes dos outros quatro convidados. Uma delícia chegar, ganhar o abraço da anfitriã, começarmos nosso papo a dois até que os outros chegassem.
Um faltou. Três chegaram logo depois. A conversa foi boa, algumas lembranças (mas sem nostalgia), todos falando de suas vidas, seus planos...
Comidinha gostosa, feita com amor, aconchego...
E aí, terminado o almoço, antes da sobremesa, alguém diz: “preciso de um cigarro”. E os outros três: “eu também”.  
E aí comenta-se que eu sou o único que não fuma e que, portanto, não poderiam ir todos para a janela e que eu deveria ir. 
Recusei porque as fumaças me seguiriam. E ali fiquei. 
Antes mesmo da sobremesa, um deles fumou três cigarros, os outros fumaram não sei quantos... 
Veio a sobremesa (ufa!), mas foi tão rápido!
Logo voltam a fumar  e fazem café mas fumam enquanto bebem, enquanto falam, enquanto mostram o filme da viagem que 3 deles fizeram juntos...
Peguei o leque de uma delas, fiquei fingindo que brincava e me abanei muito, mas o vento trazia a fumaça... e algum tempo depois, claro, fui o primeiro a deixar a casa.
Chegando a minha casa, toda a minha roupa foi para a ventilação na área de serviço. Entrei no banho quase aflito.
Fico repensando como conviver com fumantes, ainda que amigos tão queridos, especialmente em suas casas, ou quando  sou minoria.

Não sei, não sei...


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Eu penso bem parecido com isto:

https://www.youtube.com/watch?t=22&v=UoZ_X8a47Oc    

domingo, 30 de agosto de 2015


Tenho ido frenquentemente a shows. Prefiro estilo MPB ou jazz, em lugares mais intimistas, onde não haja grandes multidões, mas também vou a grandes espaços. 
Mesmo que já possua o CD com o repertório do artista, acho que o show é um momento pra se apreciar sua forma de interpretar, observar os músicos, viajar naquele som que está sendo produzido naquele momento. Não ouço um standard da mpb como se fosse algo pronto. Pra mim, mesmo que seja "Negue", é uma música que está sendo feita para aquele público, naquele momento. 

Aí vêm as coisas que eu não entendo:

- pessoas que querem cantar mais do que o artista;
- pessoas que querem mostrar que sabem a letra e cantam o verso antes do artista (como se estivessem dando "cola" pro cantor);
- pessoas que conversam durante toda a música e só param pra aplaudir. E como aplaudem! Às vezes acho que o aplauso é para o papo que estavam tendo, porque certamente não ouviram a música;
- pessoas que fotografam o tempo todo. Alguns ainda usam flash;
- pessoas que fotografam e postam em rede social e respondem aos comentários... 
- pessoas que querem aparecer mais do que os artistas e dão gritinhos histéricos, usam frases elogiosas ou cantadas duvidosas... 

E, por fim, não entendo por que percebo tudo isso e me incomodo tanto. Problema meu, né?

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eu queria que o meu blog se chamasse "o que eu não entendo", mas não pude usar esse nome e ficou "isso eu não entendo".
E uma das coisas que eu não entendo é a nossa relação com os animais. Já falei disso com várias pessoas e sempre notei um certo espanto, alguma discordância ou mesmo uma expressão de quem quer dizer "tá maluco?".
Hoje, entretanto, me senti menos estranho ao ver esta imagem no facebook de uma amiga.
Se eu falar mais alguma coisa, vou estragar.


domingo, 26 de julho de 2015




Ultimamente, a moda é postar.
Posta-se tudo.
Sem problema, cada um posta o que quer, cada um lê (ou vê) a postagem que quer.
Eu ando selecionando alguns temas. Fugindo de vários.
No momento, Gregório Duvivier e Leandro Karnal têm me falado mais de perto.
Eu me dei conta disso quando percebi que muitas vezes alguém posta um vídeo de 3 minutos e eu desisto de chegar ao final após 15 ou 20 segundos. Mas a este vídeo do Karnal, com quase 2 horas de duração, eu já assisti mais de três vezes:
https://www.youtube.com/watch?v=GJ2gx1SCUiM

Quem achar que não consegue ver um vídeo assim tão longo, procure no youtube outros menores do Karnal. Há vários lá. Acho que já vi todos e, ainda que em algum ponto específico eu possa discordar dele, acho que as reflexões que ele provoca são necessárias. Aliás, gosto de ouvir ideias com as quais não concordo 100%. São as que me fazem refletir e até modificar conceitos que eu nem sabia que tinha.


Esta talvez seja apenas a tentativa de criar um blog para registrar coisas que cada vez menos eu entendo.
Tenho me sentido um recém-chegado neste planeta.
Talvez tenha sido acometido por uma amnésia seletiva, mas minha sensação é a de que nem sempre foi assim.
Só que agora está sendo.
Mas que não seja para sempre. Ou melhor: que não seja por muito tempo.